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10 grandes razões para fazer Pilates

As vantagens de se praticar Pilates são inúmeras, mas abaixo segue os 10 principais motivos segundo o site "http://dicasdedanca.com.br" para realizar essa atividade. Divirtam-se!

Creio que, se você ainda não faz Pilates deve estar se perguntando se existem contra-indicações ou se para o seu caso é recomendado. 

Na realidade não existe contra-indicação e sim o impedimento de realizar determinados tipos de exercício por algumas pessoas que possuem lesões ou patologias que limitam, sendo os exercícios substituídos ou adaptados.

Fonte imagem: STOTT PILATES

1 – Pilates é um exercício para o corpo inteiro
Durante o treinamento o Pilates concentra-se na força no centro do tronco (envolvida pelos músculos abdominais, paravertebrais e assoalho pélvico), que treina o corpo como um todo integrado.  O Pilates promove força e desenvolvimento muscular equilibrado, assim como flexibilidade e aumento da amplitude de movimento para as articulações.
2 – Adaptável a muitos níveis de aptidão e necessidades

Se você é adulto e está apenas começando a se exercitar ou um atleta de elite, experientes ou não o Pilates aplica a você. Criando a partir da força do núcleo, com foco no alinhamento o Pilates é acessível a todos. Com milhares de exercícios possíveis e modificações, os exercícios que podem ser adaptados às necessidades individuais.
3 – Cria força sem massa
No Pilates, não queremos construir músculos para se mostrar. Queremos construir músculos tonificados que funcionam perfeitamente no contexto do corpo como um todo, e a adequação funcional às necessidades de uma pessoa como eles se movem ao longo da vida.
Uma das maneiras que o Pilates cria longos e fortes músculos é tirando proveito de um tipo de contração muscular chamada de uma contração excêntrica.
4 – Aumenta a flexibilidade
No Pilates, nós trabalhamos para um aumento de segurança, alongamento dos músculos e a amplitude de movimento nas articulações.
5 – Desenvolve a força do núcleo
Os músculos do núcleo do corpo são os músculos profundos das costas, abdome e do assoalho pélvico. Estes são os músculos que dão o apoio para as costas, forte e ágil, boa postura, e padrões de movimentos eficientes. Quando o núcleo é forte, a estrutura do corpo é suportado.
Isso significa que o pescoço e os ombros podem relaxar, e o resto dos músculos e articulações são livres para fazer o seu trabalho – e não mais. Um outro benefício legal é que o núcleo de formação promove um abdome liso e definido que todos cobiçam.
6 – Melhora a postura
A boa postura é um alinhamento apoiado por um núcleo forte. É uma posição da qual se pode circular livremente. Começando com os fundamentos do Pilates e movendo-se através de exercícios de solo e de equipamentos, no Pilates você treina o corpo para expressar-se com força e harmonia.
Você pode ver isso na bela postura daqueles que praticam Pilates.
7 – Aumenta a Energia
Pode parecer um paradoxo, mas quanto mais você exercita, mais energia você tem e mais você gosta de fazer.
Pilates trabalha a respiração junto com os movimentos, estimula a coluna e os músculos, e inunda o corpo com os bons sentimentos.
8 – Promove a perda de peso a longo prazo
Se você pratica Pilates regularmente, seu corpo irá mudar.
Conhecido por criar a longo prazo, músculos fortes, Pilates melhora o tônus muscular, equilíbrio muscular, traz uma postura bonita, e ensina como se mover com facilidade e graça. Todas essas coisas vão fazer você se olhar e sentir-se muito saudável e atraente.
Fonte imagem: STTOT PILATES
Se você quer perder peso, a fórmula para a perda de peso continua a mesma: queime mais calorias do que você consome. Como método de atividade física para todo o corpo, o Pilates ajudará você a fazer isso. Combinado com atividade aeróbica, pilates torna-se uma ferramenta de tonificação.
9 – Aumenta a consciência corporal – Conexão Corpo/Mente
Joseph Pilates falava muito de “a completa coordenação de corpo, mente e espírito”. Este é um dos segredos do exercício de Pilates: praticamos cada movimento com total atenção. Quando nos exercitamos, desta forma, o corpo e a mente se unem para trazer o maior benefício possível de cada exercício.
Os princípios de Pilates – centralização, concentração, controle, precisão, respiração e fluxo – são os principais conceitos que usamos para integrar corpo e mente.
10 – Há muitas maneiras de aprender Pilates
A popularidade crescente do Pilates o colocou no mapa de todo o mundo. Isso é bom porque quando você começar o treinamento de Pilates, é importante começar em um estúdio ou academia, e de preferência a partir de um instrutor certificado.
Mas há muitas maneiras de complementar seu aprendizado depois de algum tempo de aulas com o instrutor. Você pode praticar em casa e você não precisa de alguns equipamentos sofisticados, uma roupa confortável e um tapete.
Fta. Fávia Prado

Coluna neutra e "core"

Durante décadas, a expressão “encaixa o quadril” foi uma das campeãs de audiência nas aulas de ginástica, musculação ou mesmo no ambiente de educação física. A intenção era muito boa: promover no aluno uma retificação da lordose lombar com a intenção de garantir que os próximos movimentos executados ocorressem sem gerar sobrecarga na mesma região.
Apesar do seu nobre objetivo, a expressão foi posta em xeque. Para os profissionais mais antenados com as pesquisas científicas atuais – especialmente as realizadas pelos australianos, entre eles o Dr. Paul Hodges e sua equipe da Universidade de Queensland – o termo vem, gradualmente, sendo substituído pela expressão “mantenha a coluna neutra”.
Coluna neutra é a coluna vertebral com suas curvas fisiológicas preservadas: lordose lombar, cifose torácica e lordose cervical. A manutenção das curvas irá garantir o mesmo objetivo que se buscava com a retificação: prevenir sobrecargas e possíveis lesões na região lombar, otimizando a absorção de choques. A ideia é que a preservação das curvas garanta que a coluna aja como uma mola, dissipando as forças de compressão.
É importante destacar que, diante de sobrecargas, alavancas de braços e pernas que se afastam do tronco, com ou sem elementos extras – sejam eles halteres, sacolas de compras, filhos – é preciso uma boa organização de movimento para preservar a coluna neutra.
Alcançar essa organização requer a combinação de duas classes de músculos: os denominados locais (menores, mais próximos aos ossos e que garantem o bom funcionamento das articulações por meio de sua estabilização) e dos globais (os maiores e mais superficiais, designados para tarefas também maiores). O ideal seria que começássemos os movimentos pelos músculos locais, estabilizadores e, que, conforme o aumento da sobrecarga, fôssemos colocando em cena a ativação dos músculos grandes, os chamados globais. Resumindo: músculos pequenos para tarefas pequenas – andar, ficar sentado, escrever, digitar, ficar em pé, dirigir – e músculos grandes para tarefas igualmente mais desafiadoras – subir escadas, carregar sacolas, carregar filhos e netos, etc.
Garantir a correta orquestração dessa sinfonia de músculos requer o treinamento do controle motor. Segundo o Dr. Paul Hodges, “a utilização adequada dos músculos profundos do tronco para o controle dinâmico da estabilidade da coluna lombar e pélvica protege a coluna contra a lesão e a dor”.
De maneira geral, a musculatura mais eficaz na estabilização da coluna lombar neutra é conhecida como core e está presente em treinamentos funcionais, algumas formas de ioga, eutonia, core training e, em especial, o pilates.
O core é composto basicamente pelo assoalho ou diafragma pélvico abaixo (forra a pelve e dá sustentação aos órgãos pélvicos e abdominais), o diafragma respiratório acima, a musculatura abdominal, especialmente o transverso do abdome ao redor do tronco se fixando na fáscia tóracolombar atrás e nas costelas e pelve à frente, e os paravertebrais – especialmente os mutífidos – conectando as vértebras entre si, dando sustentação e capacidade de espaçamento entre elas.
Vale destacar que a ativação do assoalho pélvico produz uma imediata cocontração dos multífidos e do transverso, de forma que a ativação do core faz o tronco atuar como um cilindro de força.
Texto: extraído integralmente do Guia de Pilates, ano 2, nº2, elaborado pela educadora física Silvia Gomes.